quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Artigo do Tabuleiro #4

Integração regional entre Brasil e Argentina e a hegemonia brasileira
Gabriel Thadeu Vitorino de Oliveira[1]
Carina Machado Januário[2]
Mauricio Cassar[3]

Resumo

O foco desse artigo é evidenciar, historicamente, as relações entre Brasil e Argentina, dentro de um contexto de uma dura rivalidade que trouxe uma série de prejuízos e ao mesmo tempo auxiliou no crescimento e na integração entre os dois países. Os principais fatores responsáveis por essa relação ora estável, ora em constante instabilidade, serão abordados no decorrer do trabalho e, para finalizar será explicitado as perspectivas e resultados futuros dessa relação.

PALAVRAS-CHAVE: Integração Regional. Brasil. Argentina. Comercio.



1. Introdução

            Dentre os países da América Latina, a relação entre Brasil e Argentina é a que garante um maior destaque. Isso, devido a não apenas uma importante parceria política entre ambos, mas também, uma relação que abrange assuntos de educação à tecnologia. Apesar de uma relação complexa entre rivalidades e alianças, a parceria entre Brasil e Argentina já ultrapassou dois séculos.
            Dessa forma, essa pesquisa tem como foco explicitar as relações comerciais e a integração regional entre Brasil e Argentina apresentando um contexto histórico e econômico, passando pelo MERCOSUL e outros blocos. Tudo isso, com o objetivo de analisar as decisões tomadas e conflitos diplomáticos que envolvem até hoje as relações dos dois países.
            Assim, o trabalho será organizado da seguinte forma: no tópico 2, será apresentado as relações comerciais entre Brasil e Argentina a partir do MERCOSUL, explicando como se deu a inserção dos países à criação do bloco, comentando suas diferenças econômicas e o crescimento decorrente dessa relação, além também, das intenções do Brasil em se estabelecer hegemonicamente no hemisfério sul.
            No tópico 3, o foco será dado  no contexto histórico  de relações políticas e comercias, contextualizando a criação da hidrelétrica de Itaipu, que gerou desconfortos entre os dois países, e apontando medidas tomadas para amenizar esses conflitos diplomáticos ao longo do tempo. Ainda nesse tópico, será abordada também a questão da relação entre Nestor Kirchner (Argentina) e Lula (Brasil) apresentando a complexidade de sua relação que bilateralmente era conflitante, mas multilateralmente tinham uma sintonia muito grande, além da importância da criação do MERCOSUL que, espiritualmente, sepultou a rivalidade entre os dois países.
             Em seguida, no tópico 4, será analisado as restrições comerciais impostas pela Argentina para dificultar a entrada de produtos brasileiros e de outros países em seu território, e também, sobre as denúncias feitas na OMC contra a Argentina e os problemas enfrentados pelo país em relação  a esse assunto, e como isso dificulta a integração regional. Além também, das perspectivas internas e externas do futuro dessas relações.
E por fim com o tópico 5, a conclusão.
            Todo o corpo do trabalho é voltado para a relação entre Brasil e Argentina, como funciona essa questão da integração regional e qual a importância dessa relação para ambos os países e para os outros da América Latina também. E, para tanto, será utilizado pesquisa bibliográfica, sites, livros, revistas eletrônicas.

2. MERCOSUL: A relação comercial entre Brasil e Argentina e a política externa brasileira
            Na década de 1990, o Brasil e a Argentina não compartilhavam de similaridades econômicas. A assinatura do tratado de Assunção, em Março de 1991, na Argentina, e a mudança do padrão monetário no Brasil com o Plano Real, em junho de 1994, deram início a um período estável de preços domésticos na Argentina, enquanto no Brasil o país rumava ao encontro da hiperinflação.  Esses são exemplos de incompatibilidade econômica entre os dois países que distanciavam seu comércio bilateral. Essas disparidades seguem até o ano de 2001, onde a Argentina encera seu regime de câmbios fixos, pois a supervalorização do câmbio fez com que a competitividade das empresas argentinas aumentasse. Deixando assim, seus produtos mais caros, que resultou em perca de mercado nacional e internacional, arruinando sua economia e decretando moratória (falência).
            O câmbio argentino em paridade com o dólar caiu e, devido a dívidas feitas anteriormente com o FMI para manter sua moeda igualada ao dólar não conseguiu um novo empréstimo concretizando as tão temidas crises de empregos, fome e problemas políticos. Tal fato ocorreu ás vésperas do natal, e levou metade da população à pobreza, causando revolta na população que foram às ruas para protestar com o chamado movimento das panelas. Com o Brasil a situação foi parecida, tendo uma absurda desvalorização do real, meses antes as eleições do presidente Lula, em outubro de 2003. Entretanto, o Brasil não decretou moratória devido às medidas tomadas para reverter o processo de falência, tirando o regime de câmbio fixo, e implantando o câmbio flutuante. Só então, os dois países dispunham de certas semelhanças em questões econômicas e em políticas cambiais.
            A instabilidade desse contexto de diferenças econômicas permeiam as relações bilaterais entre Brasil e Argentina desde a criação do MERCOSUL. Sendo elas visíveis em indicadores como PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo. Dessa forma, o autor Araújo Júnior (2011, p. 3,4) comenta que:
Outro indicador das disparidades entre as duas economias é a taxa de crescimento anual do PIB. [...] Entre 1991 e 2009, o ritmo de crescimento da economia brasileira só foi superior ao da Argentina em dois momentos: em 1995 e durante a fase de esgotamento do regime de câmbio fixo naquele país entre 1999 e 2002. Todavia a volatilidade do desempenho macroeconômico foi bem mais intensa na argentina do que no Brasil, cujas taxas de crescimentos variaram entre 0% e 6% nestas duas décadas.

            É importante ressaltar também que, devido ao MERCOSUL, ambos os países lucraram e tiveram um grande crescimento no intercâmbio de importações de produtos industrializados. O bloco tem grande importância na promoção de um padrão comercial avançado entre seus países integrantes. Sendo, dessa forma, uma forte fonte de desenvolvimento industrial especialmente nos dois países em questão, dando espaço para novos investimentos, parcerias empresariais e, em inovação no âmbito tecnológico numa relação bilateral entre eles, afinal, o intuito do bloco é de maximizar relações entre os países integrantes diminuindo impostos e taxas aduaneiras.
            Devemos também levar em consideração os esforços do Brasil de 2003 a 2011. Ao aplicar sua política externa de integração com diversos países principalmente africanos e do hemisfério sul, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, soube aproveitar o momento para fazer a marca "Brasil" se estabelecer no globo, principalmente em países emergentes. Como explica Roberto Amaral, em uma reportagem publicada no site Carta Capital:
Assim, foi-nos dado viver, no período 2003-2011, um dos melhores momentos de nossa política externa, ativa e altiva, animada por um encontro de fatores favoráveis, como a conjuntura internacional e o crescimento da economia nacional, de que inteligentemente se soube valer o presidente Lula. Desse período, destacam-se nosso papel de ator e o movimento com vistas aos mercados africano e asiático (aproximação que amenizou entre nós as repercussões da crise econômica de 2008) e ao Hemisfério Sul, este merecendo destaque nossa política e, dela derivada, nossa liderança na América do Sul.
            AMARAL atribui a liderança do Brasil na América do Sul ao fato de que no período de governança do presidente Lula o país aumentou sua representação comercial ao redor do mundo. Além também, da crise de 2008 que não afetou com tanta força o Brasil, uma vez que a confiança no país estava altíssima.

3. Evolução das relações entre Brasil e Argentina
            No decorrer da história, as relações entre Brasil e Argentina tiveram uma evolução muito complexa, envolvendo parcerias e desencontros em âmbitos políticos. Como por exemplo, a questão conflitante no caso de Itaipu, um tratado bilateral entre Brasil e Paraguai em 1975, para a criação da maior hidrelétrica da América Latina, que ocasionou problemas entre Brasil e Argentina em relação aos recursos hídricos, como afirma João Bosco M. Machado:
A negociação em 1975 do Tratado Bilateral Brasil-Paraguai para a construção da Itaipu Binacional marca o aprofundamento da rivalidade político-militar entre Brasil e a Argentina, que passam a discutir diplomaticamente as condições de aproveitamento dos recursos hídricos da bacia dos rios Paraná-Paraguai. O processo de abertura política dos países da região abriu espaço para maior aproximação diplomática entre os países, pondo fim, com a assinatura em 1979 do Acordo Tripartite entre a Argentina, o Brasil e o Paraguai, às disputas sugeridas a partir de meados da década. Embora criasse uma base mais promissora para o desenvolvimento das relações entre o Brasil e a Argentina, a resolução do contencioso diplomático entre os dois países não suscitou esforços complementares para o aprofundamento das relações econômicas.
            Esse acontecimento iniciou um desconforto diplomático, que se refletiu em transações econômicas entre os dois países, onde a crise da dívida externa de 1982 e a imposição de barreiras argentinas para maior controle de produtos que entravam em seu país causou uma grande queda nas relações comerciais entre as duas potências. (Machado, 2000, p. 64.).
            Em 1997 os presidentes Fernando Henrique Cardoso (Brasil) e Carlos Manem (Argentina), firmaram na Declaração do Rio de Janeiro, um conceito de Aliança Estratégica entre Brasil e Argentina, reforçando a integração entre as duas maiores potências do MERCOSUL. Apesar desses esforços em manter-se uma relação forte e sólida entre os dois países muitos estudiosos afirmam que as relações comerciais entre os dois foram muito abaladas com a constante desvalorização do real em 1999.
De acordo com Schweig, 2009. p.10:
[...] As relações bilaterais Brasil-Argentina, são severamente afetadas pela desvalorização do real em 1999. Domingo Cavallo (então Ministro da Economia da Argentina, no mandato do presidente Fernando de La Rua) se pronuncia radicalmente contra os efeitos da desvalorização do real, por considera-la propositadamente contra a Argentina. Aliado a este cenário de conflitos bilaterais, a deterioração social e a renúncia do presidente De La Rua, em 2001, e consequentemente influenciando negativamente as relações do MERCOSUL.

            Posteriormente, foram tomadas medidas para realização da manutenção dessa relação que ficou um pouco desgastada, a exemplo do Consenso de Buenos Aires, assinados em 2003, pelos presidentes Lula e Nestor Kirchner. E também, em 2004 com a assinatura da Ata de Copacabana. Ambas as medidas foram tomadas  com o intuito de reforçar a aliança dos países para promover o bom andamento no próprio MERCOSUL.

            Apesar dessa constante busca por esse complexo entendimento, em 2004 com o anúncio de medidas protecionistas pelo presidente Kirchner, e suas severas críticas às ações da Petrobrás na Argentina, abalaram mais uma vez as relações bilaterais entre os países. Entretanto, os países mantêm ainda uma ótima sintonia em âmbitos multilaterais, em negociações do MERCOSUL com os EUA, a União Europeia e também com a OMC.

            O MERCOSUL teve, porém, um importante papel para os dois países, pois ele sepultou de vez a rivalidade, (que muitas vezes foi alimentada pela mídias dos dois países, causando uma tensão de cunho quase publicitário entre as nações), entre os Estados, pois o ingresso em um bloco econômico indica uma intenção de melhor cooperação. Como enfatiza AMARAL, em texto publicado na internet:

O Mercosul, ademais, sepultou de vez a artificial rivalidade e competição mutuamente destrutiva entre Brasil e Argentina, fomentada desde o Império pelas grandes potências.  Nossa rica vizinha, que nos anos 90 tinha uma pequena participação nas exportações brasileiras, tornou-se o terceiro destino de nossos produtos, após  China e logo atrás dos EUA, mas com uma diferença radical: enquanto para aqueles países exportamos commodities (grãos, frango, carne, minérios etc.), para  a Argentina, como para os demais países do bloco, nossas exportações são de manufaturados.  É ilusório contar com o mercado dos EUA ou da UE para  nossos produtos industriais, motivo pelo qual aliança de livre-comércio com qualquer um desses blocos será sempre a aliança da panela de barro com a panela de ferro,  como se deu com o México ao aderir ao Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) em 1992. Que seu fracasso evite o nosso.

4. Restrições comerciais entre os dois países e dificuldades de integração
            As medidas protecionistas tomadas pela Argentina não são novidades. Como já mencionado nos tópicos anteriores, em 2004 o presidente Kirchner anunciou uma série de medidas que num contexto bilateral prejudicaram as relações entre os países. As medidas eram a adoção da chamada Declaração Jurada Antecipada de Importação (DJAI) que se equivale a uma restrição quantitativa de entrada de produtos no país, e também a utilização de Licenças de Importação Não Automáticas (LNAs) que também são tipos de restrições quantitativas. Antes, em 2003, foram instalados acordos de monitoramento no âmbito Brasil-Argentina.
            Em 2012, o comércio de importação de produtos brasileiros pela  Argentina teve uma grande redução em relação aos anos anteriores, causado principalmente pela crescente demanda externa de energia, que fez com que o país desse prioridade para essa energia deixando em segundo plano outros produtos finais manufaturados. Essa redução chegou a US$ 5 bilhões. Isso fez com que o  país exportasse menos produtos primários brasileiros reduzindo a quantidade de intercambio monetário.
            Essas ações não só prejudicaram o Brasil, como também incomodaram outros países que vinham se comprometendo comercialmente com a Argentina, levando os casos várias vezes à OMC resultando em aberturas de painéis de reclamação contra a Argentina. Como é caso dos EUA, UE e Japão que acusam essas medidas dizendo que elas estão afetando a importação de bens que, no caso, se referiam as restrições à indústria têxtil e de calçados. Segundo esses países, as medidas violam regras do comércio internacional, estabelecidas em 1994 pela antiga GATT, que agora compõe as regras da OMC. No entanto, a reação da Argentina foi repulsiva, questionando junto a OMC restrições feitas pela Espanha na importação de biocombustíveis da Argentina alegando violações nos códigos e leis da organização.
            Esse discurso não indicava um posicionamento de concordância, porém com a pressão por parte dos países reclamantes, a Argentina revogou um conjunto de medidas. Do ponto de vista das restrições das importações não passaram de meras formalidades, uma vez que as medidas retiradas compunham um total de 10% das compras argentinas de outros países, ou seja, não foi de grande contribuição para a resolução dos problemas.
            No Brasil, o “prejuízo” foi maior devido ao fato de suas relações serem de suma importância para o crescimento de ambos os países. "A parceria está enfrentando uma fase turbulenta devido ao interesse de ambos os países em defender o setor externo em meio à crise internacional" (Economia Terra).
            Essa turbulência citada acima, se dá num momento muito crítico, onde a crise se instaura desde 2008, e a importância de incentivos e parcerias corretas para que haja a ruína diplomática e econômica dos países envolvidos, principalmente Brasil e Argentina. O comentário abaixo, de Mirim Leitão, ilustra bem essa necessidade de mudança em âmbito bilateral entre os países:
A relação entre Brasil e Argentina só complica. Eles querem dificultar mais a venda de carros brasileiros lá, que é permitida pelo acordo automotivo. O Brasil compra muito da Argentina e vende manufaturados. Mas toda hora há uma dificuldade, como o fim da licença prévia de importação. Por ser o parceiro preferencial em uma zona de livre comércio, deveria ter vantagens.
Além da revisão do acordo automotivo, a Argentina quer tratar como uma questão de Estado, a ser discutida entre as duas presidentes, o investimento de uma empresa privada. A Vale tem uma mina de potássio lá. Fez investimentos, mas aumentaram os custos. A presidente do país, Cristina Kirchner, quer que o governo brasileiro, sócio da Vale e não o dono, de alguma forma, force a empresa a investir.
Antes de reuniões como essa em que participarão a presidente Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, ficamos sabendo de muitas reivindicações da Argentina, e não do Brasil, que vai lá só para fazer concessões, concordar, oferecer financiamento do BNDES. O Brasil não tem nada a reclamar? Na relação com a Argentina, tem que ser o "doador universal"? Ou deveria ser uma relação mais equilibrada?
Diante dos sucessivos impasses, poderia ser construído um arcabouço institucional que permitisse ao Brasil fazer acordos comerciais com outros países sem passarem pelo MERCOSUL. O país não pode ficar ‘amarrado’, por causa da Argentina, que está querendo fechar cada vez mais o país.
            Esse pensamento vai de encontro com as declarações feitas pelas atuais presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, que tomam cunho otimista e promissores para resoluções. Durante um jantar em homenagem a presidente brasileira em Buenos Aires, ela comentou que "as relações entre Brasil e Argentina são fortes e inabaláveis. Baseiam-se na certeza e na vontade política que nós sempre expressamos de que juntos faremos sempre muito mais e muito melhor. Os últimos dez anos mostram que a aliança Argentina e Brasil tem sido fundamental não só para nossos dois países. Essa relação, essa aliança tem sido um fator de progresso e estabilidade para América do Sul e para a América Latina" (Blog do Planalto).
            Esses pensamentos refletem um contexto histórico entre os dois países, pautado por cooperação e desavenças, entendimentos e desentendimentos. Uma perspectiva futura é de mais contradição ao menos até o fim da crise internacional que afetou e fragilizou muito a Argentina. A julgar pelo histórico de governança Kirchner, mais complicações são previsíveis. Entretanto, pode-se considerar também, em bases históricas, que as relações bilaterais entre os dois países vão encontrar uma saída para que o bom relacionamento se torne comum, como já foi apresentado nos tópicos anteriores, onde Nestor Kirchner e Lula se desentendiam em âmbito bilateral mais tinham boa sintonia no multilateral.

5. Considerações finais
            Todo o desenvolvimento do trabalho é voltado para a questão da relação entre Brasil e Argentina, enfatizando sua influência e importância na diplomacia dos dois países e dos outros países que compõem a América Latina.
            Dessa forma, no decorrer da pesquisa foram apresentados conceitos históricos de diplomacia e também de uma ótica bilateral nas relações comerciais entre tais países. Analisando desde a entrada desses países no MERCOSUL ao desenvolvimento proposto pelo bloco, juntamente com um conceito de evolução histórica que apresentou uma mistura de rivalidade e cooperação na relação Brasil e Argentina.  Uma mistura que, nos dias de hoje, podemos dizer que encontra-se em um equilíbrio, onde ambos os países estão concentrados em um processo de integração, visando o alinhamento aos interesses da política externa de cada um.
            Como já mencionado, a história mostra que nem sempre essa relação se apresentou tão harmônica, principalmente pelo fato da imposição de barreiras pela Argentina, que sempre foi um motivo de desavença entre tais personagens. Motivo esse que, com toda sua personalidade forte e complexa, a presidente argentina Cristina Kirchner insiste em manter em suas tomadas de decisões que interferem no comércio mundial e no comércio bilateral entre os dois países.
            Como práticas políticas adotadas atualmente pelos dois governos, pode-se citar o estímulo ao comercio bilateral e à promoção de exportações em conjunto, com o intuito de alavancar a economia dos dois países. Assim, as relações externas que envolvem a parceria Brasil-Argentina, ou seja, o relacionamento com o Mercosul, são vistas de forma diferenciada, uma vez que acredita-se que a união de tais países ao bloco seria o caminho para uma inserção mais eficiente da América Latina em grandes debates e, principalmente em decisões relacionadas a agenda internacional.
            Para finalizar, é possível inferir que é de extrema importância uma mudança estrutural no sistema de restrições da Argentina, para que dessa forma, o país obtenha uma melhor aderência no mercado internacional. No entanto, de acordo com declarações de ambas as líderes dos países em questão, tais restrições argentinas não impedem que o diálogo entre Brasil e Argentina seja pautado por um otimismo. Dessa forma, entende-se que as relações bilaterais entre os dois países permanecerá nesse jogo de "vai-e-vem", estabelecendo assim, uma relação complexa e indefinida, onde ora tem-se uma relação pacífica, em busca de resultados e crescimento em comum, ora estão em constantes desavenças, tomando medidas protecionistas, criando barreiras comerciais. No entanto, é fato que por mais que essa relação entre Brasil e Argentina seja esse jogo e aliança e rivalidade, essa relação já dura mais de dois séculos e, foi e será palco de inúmeros benefícios para o crescimento e reconhecimento, não apenas desses dois países, mas da América Latina como um todo.










Referências Bibliográficas
AMARAL, Roberto. O Brasil, a América do Sul e a integração regional. Internet. Carta Capital, 23 abr 2014. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-brasil-a-america-do-sul-e-a-integracao-regional-8749.html> Acesso em:  03 nov 2014.

CASSAR, Mauricio. Economia e Negócios. Campinas: Universidade Paulista. Curso de Relações Internacionais, 2013. Notas de aula.
JUNIOR, José Tavares de Araujo. IEDI Instituto de Estudos Para O Desenvolvimento Industrial: Argentina, Brasil E O MERCOSUL. 2011. 17f. Artigo.
LEITÃO, Miriam. Relação Brasil e Argentina tem que mudar. Internet. Radio CBN, 11 mai 2013. p 1  Entrevista.
PINTO, Júlio Pimentel. Brasil X Argentina quase um jogo de compadres. Disponível em: < http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/brasil_x_argentina_quase_um_jogo_de_compadres.html >. Acesso em: 15 mai. 2013.
SANDRO. Relações entre Brasil e Argentina são fortes e inabaláveis, afirma Dilma. 25 abr. 2013. Disponível em: < http://blog.planalto.gov.br/relacoes-entre-brasil-e-argentina-sao-fortes-e-inabalaveis-afirma-dilma/>. Acesso em: 15 mai. 2013.

Bibliografia Consultada
MACHADO, João Bosco M. MERCOSUL: processo de Interação: Origem, evolução e crise. 1. ed. São Paulo: Aduaneiras, 2000. 249 p.

MINGST, Karen A. Essentials of International relations . 2. ed. New York N.Y: W.W Norton & Company, 2003. 314 p.

VASCONCELLOS, Marco Antônio; GARCIA, Manuel Enriquez. Fundamentos de Economia. São Paulo: Saraiva, 1998. 240 p.



[1] UNIP – Instituto de Ciências Sociais e Tecnologia. Campus Swift – Campinas, SP. Bacharelado em Relações Internacionais, 4º Semestre noturno. Gabriel Thadeu Vitorino de Oliveira – RA B67AAG-0 – E-mail oliveirag.gabriel@gmail.com.

[2] UNIP – Instituto de Ciências Sociais e Tecnologia. Campus Swift – Campinas, SP. Bacharelado em Relações Internacionais, 4º Semestre noturno. Carina Machado Januário – RA B841EE-4 – E-mail carinajanuario@outlook.com.

[3] UNIP – Instituto de Ciências Sociais e Tecnologia. Campus Swift – Campinas, SP. Professor Maurício Cassar.

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