Recentemente algumas pessoas vem me perguntando:
Gabriel, com esses acontecimentos no mundo todo, crises politicas, tensões territoriais, grupos terroristas etc. Você não acha que haveria a possibilidade de acontecer uma Terceira guerra mundial?
Essa pergunta é um tanto quanto frequente por isso decidi expor minha opinião aqui no blog.
Bom primeiramente a minha resposta é sempre: não vejo razões para isso acontecer!
Mas porque não? Você deve estar se perguntando.
Simplesmente porque para que uma guerra em escala mundial aconteça, são necessárias tensões diplomáticas extremas. Tomamos como exemplo a primeira guerra mundial (1914 - 1918), naquele período haviam muitos pontos de tensão diplomática em toda a Europa, que eram muito graves.
Essa necessidade de expansão deu inicio a uma corrida armamentista, onde os países do velho continente tinham que se armar no intuito de proteger sua soberania, com isso era coerente o temor de um conflito.
Além disso algumas questões nacionalistas envolvendo a vontade de unificação dos povos de origem germânica (Pan-Germanismo), só aumentavam a tensão e o risco de guerra.
Porém, nada disso foi suficiente para que a guerra estourasse, foi necessário algo mais forte, algo que realmente mexesse com as estabilidades diplomáticas. No caso da Primeira Grande Guerra, foi o assassinato do príncipe do império austro-húngaro Francisco Ferdinando enquanto ele visitava Saravejo (Bósnia-Herzegovina), considerada a cidade mais importante da região dos Balcãs . Então o império austro-húngaro declarou guerra a Servia.
Hoje em dia realmente vemos vários conflitos e tensões mundiais, que abalam as diplomacias (Russia e Ucrânia por exemplo). Porém os esforços para manter a paz entre as nações são gigantescos, simplesmente porque os países tem muito a perder. As nações sabem os riscos que uma terceira Guerra traria, principalmente por saberem que a guerra envolveria ataques nucleares e isso poderia ser catastrófico para a humanidade.
As recentes reaproximações dos Estados Unidos com Cuba (fim dos embargos), com o Irã (acordo nuclear) e sua intenção de se reaproximar com a Palestina, mostram uma direção mais otimista onde a guerra é só um devaneio.
Apesar de não acreditar, não posso descartar a possibilidade de algo inesperado acontecer neste jogo, pois existem países hoje fortes o suficiente para abalar o status quo do "sistema", mas isso é um assunto para uma próxima discussão.
Não se esqueça de compartilhar e comentar o post :)
Caro Gabriel agradeço-lhe a oportunidade de ler suas reflexões sobre este tema.
ResponderExcluirA questão levantada, a qual gerou sua resposta também foi de minha preocupação durante estas ultimas quatro décadas, em muitos momentos tive a impressão que estaríamos prestes a vivenciar uma nova GUERRA MUNDIAL, porém ao analisar os aspectos que envolvem a mobilização de nações para conter a reverberação de conflitos regionais, percebo que já estamos vivenciando de forma não declarada uma nova Guerra.
Os conflitos regionais que pipocaram durante os últimos quarenta anos demonstram em numero de contingente humano refugiado e sacrificado que a Terceira Guerra Mundial caminha entre nós, de forma lenta, empobrecida de criatividade e de tecnologia. Retomamos a barbárie sufocando os gritos e lamentos de milhões de pessoas na condição de extermínio da raça humana.
Sinto em lhe comunicar prezado Gabriel que a banalização do significado de Guerra reconfigura historicamente o conceito de Conflito Mundial.
Deixo aqui uma outra questão:
A Industria bélica que envolveu a segunda Guerra Mundial atualmente sobrevive de que?
Prezada Sandra Julia, obrigado por abrilhantar este blog com seus comentários.
ExcluirRealmente achei muito bom o que você expôs acima, é muito interessante, porém concordo em partes.
Quando digo que a terceira Guerra Mundial não aconteceria, me referia ao fato de que jamais as nações assumiriam tal acontecimento em publico. Hoje em dia os movimentos sociais são fortes de mais para serem ignorados, por isso a imagem publica de um Estado é tão prezada.
Vivemos em uma era onde o poder econômico por vezes sobrepõe o poder politico, e é ai que temos problemas. As empresas armamentistas veem nos conflitos ao redor do mundo uma mina de ouro sem fim, e enquanto as empresas (com seus lobbys nos congressos do mundo) continuarem a direcionar a politica interna e externas dos países esse cenário jamais acabará.
Apesar de tudo ainda não consideraria uma situação de Guerra Mundial (pois nenhuma nação declarou guerra a outra), mas talvez tenha que dar o braço a torcer e considerar o conceito de Guerra Mundial, mutável.