segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Opinião do Tabuleiro - Migrações forçadas e o problema nas mãos da Europa.

O processo de migração sempre foi algo natural para a humanidade, sendo primordialmente uma característica fixa de nossos antepassados, sempre caminhávamos para um lugar melhor, onde as ameaças eram menores, onde podiam viver em paz.

Esse fenômeno agora esta mais perigoso do que nunca, guerras, pobreza e repressões fazem pessoas saírem de seu território (muitas vezes de forma precária) e rumarem a outros países. As recentes crises humanitárias ocorrentes no norte africano e no oriente médio, traz a tona a seguinte questão: O que fazer com os refugiados refugiados?


Eis uma situação complexa para os países principalmente da Europa. Acolher esses refugiados (muitos vindos da Síria, Líbia e Afeganistão, regiões de conflito) pode significar um aumento demográfico muito forte, e consequentemente aumento com encargos relacionados a segurança publica. Fora a dificuldade que é de legalizar esse pessoal. 
Além de problemas com criminalidade e desemprego (Excesso de mão de obra gera desemprego). 

Esse "Boom" de imigrantes deixa a Europa numa situação delicada, já que a decisão do que deve ser feito não é exatamente fácil. Porém a lentidão das autoridades mostra na verdade, uma Europa com dificuldades politicas. A própria crise do euro evidencia a incapacidade do bloco de agir rapidamente e tomar decisões politicas eficientes.

Desta forma a credibilidade do continente é posta a prova, já que tradicionalmente a Europa preza (principalmente após a segunda guerra) pela preservação dos direitos básicos dos seres humanos. Assim convenções como a de Dublim em 1990 onde, os Estados membros da União Européia assinaram um documento atestando a responsabilidade dos estados sobre os pedidos de asilo.

Porém agora, os recentes ataques do auto intitulado Estado Islâmico à França no ultimo dia 13 de novembro, só criaram mais barreiras para os povos que busca nova vida no continente europeu e no mundo. O sentimento de revolta infla nas nações que buscam vingança ou sentem medo do que pode ocorrer, os refugiados temem o pior, temem que a discriminação aumente (o que provavelmente ocorrerá) dando força a grupos xenofóbicos, o que já tem ocorrido dentro da Alemanha

Como reação imediata aos ataques, a França coordenou vários ataques ao Estado Islâmico em território Sírio, varias declarações do Presidente François Hollande, evidenciam o repudio e o desejo de contra atacar. Enquanto isso a economia da Gurra criada pelo Estado Islâmico os mantem fortes e ativos, e para "ajudar", os ataques contra o grupo só fortalece o discurso vitimista por eles pregado, arrebanhando sempre mais e mais pessoas que aceitam cegamente a doutrina terrorista.

No inicio do ano a França negociou venda de armas com a Arabia Saudita, pena que de certa forma a própria França esta envolvida nessa economia do EI, já que há indícios de que a Arabia Saudita financia o EI, claro que existe muitos países envolvidos no esquema de financiamento de grupos terroristas conforme o presidente Putin acusou.

Sempre os que sofrem são os mais desamparados, os civis envoltos neste contexto complexo de guerra em diversos países temem por suas vidas e sofrem com o abandono, gastam suas economias com "coiotes" ( um negocio altamente lucrativo ) que usam o mediterrâneo para transportar pessoas com menos dignidade que animais, para um destino incerto e talvez sem volta.   

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