Espero que se encontrem bem. Hoje vamos postar mais um Artigo do Tabuleiro desta vez sobre politica externa, mas especificamente sobre politica externa independente ou PEI. Vamos
Este artigo foi feito com ajuda de minha querida amiga Carina Januário (se estiver ruim ela é a culpada).
Então boa leitura!!
A
Política Externa Independente (PEI) foi um paradigma de Politica Externa Brasileira (PEB) adotado por Jânio
Quadros ao assumir a presidência do Brasil no ano de 1961. Um dos principais
objetivos dessa política externa era ampliar o mercado externo brasileiro,
independente se a relação fosse com países capitalistas ou socialistas. Além
também de apoiar a descolonização na África, a luta pela paz mundial e a
autodeterminação dos povos e a não-intervenção das nações. Esse nosso modelo de
PEB surgiu como resultado de um certo amargor deixado pelo até então vigente
Americanismo, também conhecido como alinhamento automático com os EUA.
Durante alguns anos, o Brasil tentou angariar investimentos junto aos EUA a fim de financiar seus projetos de industrialização, justificando que esse alinhamento seria um motivo suficientemente forte para chamar a atenção do país norte americano. Uma das principais movimentações foi a Operação Pan-americana (OPA), implantada por Juscelino Kubistchek. No entanto, os apelos brasileiros de nada valeram, principalmente por que era um período de Guerra Fria, onde o conflito Leste-Oeste estava crescendo e tomando as atenções dos EUA. Além disso, para os norte-americanos o Brasil e seus vizinhos já era um território de influência consolidado.
Com Jânio Quadros na presidência, nascia uma crescente ideologia dentro de algumas instituições brasileiras, que visavam implantar um sentimento de nacionalismo, contrário ao alinhamento automático, sendo a PEI um reflexo direto destas interações. Logo, esse paradigma garantia ao Brasil o poder de barganhar com os dois blocos – uma vez que o mundo estava em clima de guerra fria. Justamente por esse motivo, o presidente Jânio Quadros manteve relações com os Estados Unidos, mas também abriu caminho para negociações com Cuba, China e URSS. Esse contexto de guerra fria também permitiu um aumento na sensação de permissibilidade dentro do sistema internacional, fazendo com que houvessem levantes como o movimento dos não alinhados e que países como Cuba tivessem suas revoluções que visavam contestar o status quo vigente.
O paradigma da PEI tinha o objetivo também de diversificar as parcerias, buscando aumentar as trocas internacionais, isso possibilitaria ao Brasil um avanço econômico, melhorando sua indústria e dando suporte ao sistema de substituição de importações. Porém, esse novo paradigma não agradava aos militares e a alguns setores direitistas da sociedade brasileira. O medo do domínio comunista se instaurava.
Coincidentemente ou não, enquanto o vice-presidente João Goulart encontrava-se na China, em uma visita diplomática, Jânio Quadros anuncia sua renúncia. No entanto, Jânio acreditava que essa renúncia não seria aceita e ainda contribuiria para fortalecer ainda mais seu poder. Mas aconteceu o inesperado, a renúncia foi aceita e João Goulart tomaria posse da presidência. À princípio a posse de Jango foi barrada, porém, no dia 7 de setembro de 1961 João Goulart foi empossado presidente do Brasil. João Goulart, ainda como vice-presidente de Jânio, tinha uma agenda comprometida com a PEI, visitando a China e URSS com o discurso de amizade entres os povos e cooperação e ainda, conseguiu quebrar vários bloqueios ocidentais que impediam o relacionamento com o Oriente.
Durante alguns anos, o Brasil tentou angariar investimentos junto aos EUA a fim de financiar seus projetos de industrialização, justificando que esse alinhamento seria um motivo suficientemente forte para chamar a atenção do país norte americano. Uma das principais movimentações foi a Operação Pan-americana (OPA), implantada por Juscelino Kubistchek. No entanto, os apelos brasileiros de nada valeram, principalmente por que era um período de Guerra Fria, onde o conflito Leste-Oeste estava crescendo e tomando as atenções dos EUA. Além disso, para os norte-americanos o Brasil e seus vizinhos já era um território de influência consolidado.
Com Jânio Quadros na presidência, nascia uma crescente ideologia dentro de algumas instituições brasileiras, que visavam implantar um sentimento de nacionalismo, contrário ao alinhamento automático, sendo a PEI um reflexo direto destas interações. Logo, esse paradigma garantia ao Brasil o poder de barganhar com os dois blocos – uma vez que o mundo estava em clima de guerra fria. Justamente por esse motivo, o presidente Jânio Quadros manteve relações com os Estados Unidos, mas também abriu caminho para negociações com Cuba, China e URSS. Esse contexto de guerra fria também permitiu um aumento na sensação de permissibilidade dentro do sistema internacional, fazendo com que houvessem levantes como o movimento dos não alinhados e que países como Cuba tivessem suas revoluções que visavam contestar o status quo vigente.
O paradigma da PEI tinha o objetivo também de diversificar as parcerias, buscando aumentar as trocas internacionais, isso possibilitaria ao Brasil um avanço econômico, melhorando sua indústria e dando suporte ao sistema de substituição de importações. Porém, esse novo paradigma não agradava aos militares e a alguns setores direitistas da sociedade brasileira. O medo do domínio comunista se instaurava.
Coincidentemente ou não, enquanto o vice-presidente João Goulart encontrava-se na China, em uma visita diplomática, Jânio Quadros anuncia sua renúncia. No entanto, Jânio acreditava que essa renúncia não seria aceita e ainda contribuiria para fortalecer ainda mais seu poder. Mas aconteceu o inesperado, a renúncia foi aceita e João Goulart tomaria posse da presidência. À princípio a posse de Jango foi barrada, porém, no dia 7 de setembro de 1961 João Goulart foi empossado presidente do Brasil. João Goulart, ainda como vice-presidente de Jânio, tinha uma agenda comprometida com a PEI, visitando a China e URSS com o discurso de amizade entres os povos e cooperação e ainda, conseguiu quebrar vários bloqueios ocidentais que impediam o relacionamento com o Oriente.
Apesar de manter os princípios
gerais da PEI, a condução e implementação da mesma sofreu diferentes alterações
no decorrer dos dois governos. A gestão de Jânio Quadros foi marcada pela
manutenção e preservação da paz e por ter a opção de barganhar com ambos os
lados no contexto de Guerra Fria, quebrando o alinhamento automático com os
EUA. Já, a PEI de Jango enfatizou a questão do desenvolvimento, onde o foco
agora era o conflito Norte-Sul e o principal fator era manter relações com
países que auxiliassem o desenvolvimento do Brasil e até mesmo países vizinhos.
Seu estilo arrojado de lidar com as situações brasileiras era no mínimo ousado,
seu plano era implementar reformas agrárias e tributárias. O que aumentaria
mais ainda o atrito com os militares, que tinham uma visão quase que importada
dos EUA já que as ideologias militares vinham da Escola Superior de Guerra, que
teve suas bases desenvolvidas nos moldes da War College americana.
Estava
instaurada, assim, a bipolarização política dentro do Brasil. Contudo, pouco
antes do golpe militar em 1964, Jango tentou implementar a reforma agrária,
chamando o povo para pressionar os políticos a aprovarem sua proposta. Os
militares com a ajuda dos EUA (que mandaram tropas e navios para a costa
brasileira, sob o pretexto de jogos militares) conseguiram impedir Jango que
foi exilado para o Uruguai. Inicia-se então o Golpe e finaliza-se o paradigma
da Política Externa Independente.
Bom Galera é isso por hora, comentem, curtam, divulguem!
Um grande Beijo para a querida Carina Januário.
Qualquer duvida, sugestão ou elogio entrem em contato.

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